quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Basta!

eu sou de reparar nas coisas. gosto de pensar na vida. e fico aborrecida comigo quando sou incapaz de dar a volta a algo que me incomoda, quando só depende de mim faze-lo. questiono-me algumas vezes quando deixarei de ser assim e passo a viver com mais tranquilidade interna, mas também já começo a habituar-me e a aceitar-me, porque existem aspetos desta "turbulência" que, se eu me propuser a resolve-los, só me faz é bem.

li algures que o estado da nossa casa tem muito a ver com o nosso estado interno. e eu admito que sim. e depois é "bola de neve": fico descontente, sem ação para fazer o que é preciso ser feito, olho à minha volta e fico ainda mais descontente e não me apetece fazer nada... já mudou, está muito melhor. tenho conseguido dividir tarefas e ser mais disciplinada com as minhas. mas sei que a organização é um meio e não um fim, por isso é melhor que encaixe isto de uma vez por todas: eu sou organizada.

com o aspeto físico é igual, os maus hábitos alimentares instalam-se, não há vontade de correr, a roupa pendurada no armário que não serve... enfim, tudo isto para dizer que tenho andado a pensar que descurei nisto também - o meu aspeto físico - e mesmo não sendo uma pessoa muito ligada a roupas, sapatos e maquilhagem sofisticada (eu sou mais na onda desportiva, gosto de umas boas sapatilhas, giras!), para mim isso importa-me.

tudo é "bola de neve", até os bons hábitos. e eu sei porque já me aconteceu.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

este texto é longo, mas estou muito melhor agora

Foram algumas as vezes que me questionaram como fui capaz de prescindir da vida profissional e voltar para casa, outras disseram-me que eram incapazes de fazer essa opção, que não lhes faz confusão os filhos ficarem até tarde na escola ou que não têm vida para sopeiras ou que pura e simplesmente seria impossível essa opção. E eu ouvi e pensei que cada um faz as opções que entende na sua vida, cada um de nós tem o seu contexto familiar e pessoal. Em todos os casos que senti esta crítica sempre considerei que estando no lugar do outro eu também não o faria, tivesse eu uma profissão compensatória a nível remuneratório ou de crescimento profissional, tivesse eu que trabalhar para alimentar os meus filhos certamente não o faria, também sei da vida...

Foram algumas vezes que me disseram que não ia ser capaz, que não me ia adaptar, que não tenho feitio para estar em casa. Também contrariei, porque acho que faz sentido assim, a nossa vida é muito mais tranquila, o V traz o dinheiro com que se pagam as contas e eu oriento tudo por aqui e dou muito mais atenção aos miúdos. Também não tenho avós nem tios por perto que me auxiliem nesta tarefa. Não tinha onde os deixar nas férias a não ser na escola, não tinha com quem os deixar quando adoeciam, não tinha quem os fosse buscar um único dia se eu precisasse de ficar a trabalhar até mais tarde. Foi a mim que me disseram "oh mãe vens sempre tão tarde...". Não me compensava estar a trabalhar fora, tinha que ter empregada (sim, tinha que ter ou ainda seria mais frustante passar o final de semana a limpar), pagar prolongamentos na escola, tinham que comer na escola (agora levam comida feita por mim. é mais barato). Tudo somado era muito pouco o que trazia de rendimento extra para casa. Foi possível tomar esta opção e tomei. Mas não me adapto. Acertaram. Faço tudo para o conseguir, mas nunca estou bem...

Podia candidatar-me a um trabalho qualquer, a minha área de formação não me diz muito. Foi uma má escolha minha. Mas não me arrependo de a ter feito, aprendi muitas coisas. Em tempos, e ainda bafejada pelo desemprego e não pela "dondoquice" de poder estar em casa por ser "rica", pensei aproveitar e voltar aos estudos, mas não me via a aprofundar conhecimentos na área da engenharia civil ou topográfica ou geográfica. De que me valeria aprender uma coisa que não tem muito a ver comigo? Perda de tempo e dinheiro. Gosto das lojas de desporto, das lojas de bricolagem, mas voltaria a uma coisa que já experimentei e já devo ser velha para isso...

Em tempos também me disseram que me faltava um hobby, alguma coisa com a qual me desse gosto gastar o tempo. Mas nessa altura eu não tinha tempo. Agora tenho! Tenho os dias ocupados a cuidar da nossa vida e rotina familiar, mas a verdade é que posso geri-los, estabelecer prioridades e dedicar-me a esse hobby. E assim, arrastei a máquina de costura (a Oliva da minha avó) da arrecadação até ao meio da cave e descobri um mundo que desde pequena acho piada, mas que nunca tinha tido oportunidade de explorar. Deixei de perder tanto tempo "agarrada" à internet em busca sei lá do quê e a aborrecer-me com conteúdos vazios - a internet é um vício desgraçado, arranjem um hobby! Arrumei um espaço para mim, comprei tecidos que desgostei, comecei a perceber de algodão e de sarja, descobri lojas com tecidos muito mais bonitos do que alguns que já comprei e entretanto já comprei uma máquina moderna. E isto é tudo uma agradável novidade.  A minha avó costurava, mas não era costureira, não fazia disso profissão, não a via cortar e coser diáriamente. É um gosto meu.

Não tenho pretensões a fazer um negócio já amanhã, sem conteúdo, sem conhecimento. Mas é inevitável pensar que pode ser uma nova oportunidade profissional para mim, com uma diferença: isto eu gosto de fazer. E mesmo que me sinta incomodada com alguns comentários de quem não entende a importância das coisas (para mim), existe quem me dá força, quem me dá ideias, que me apoia nisto. E acima de tudo existo eu, com montes de ideias na cabeça, vontade de arranjar roupa dos miúdos, transformar peças minhas descartadas há muito tempo, fazer coisas cá para casa, oferecer presentes feitos por mim e só isso já me motiva a continuar. E vai aparecendo sempre alguém amigo que me pede qualquer coisa, paga por isso, e eu vou comprando mais tecidos, mais linhas, e é assim que eu vou aprendendo. E sei lá onde isto pode ir parar!

Faço-me lembrar as pessoas que trabalham uma vida inteira e quando se reformam e ficam com mais tempo descobrem uma vocação. Eu tenho a sorte de isso me ter acontecido bem mais cedo. E levo bem melhor os dias assim, dedicando uma boa parte deles a fazer o que gosto. Trabalho que dê dinheiro para pagar as contas todos precisamos, até eu... Isto tudo (a importância que isto tem para mim, o meu blog, a minha página de facebook, a alegria por não me sentir uma mona inútil) tem gerado algumas reações (a indiferença também conta) com as quais eu lido mal, daí o post anterior. Em conversas que tenho tido dizem-me para ser mais condescendente com os outros. Mais uma vez, contrario. Eu já percebi que existem pessoas menos boas, que se acham entendidas na vida, psicólogas dos outros, mas eu acredito em pessoas boas e humanas, condescendentes com os filhos, com a família, com os amigos, com quem amam (com as outras não consigo). E nem me apetece perder tempo com isso. Talvez me passe, a seu tempo, quando eu crescer mais um bocadinho...

Pronto, desabafei.

domingo, 16 de setembro de 2012

hoje





lembrei-me, mais uma vez, que devo guardar alguns pensamentos meus só para mim. não devo falar do que me incomoda, mas que no fundo tem pouca importância (ou nenhuma). acho que vou pedir uma máquina fotográfica XPTO ao pai Natal! troco isso por a TV no quarto...

a almofada da "Tita"



só tenho a agradecer existir quem me leve a sério... obrigada :)

 *faz pendant com a sacolita lilás :)

sábado, 15 de setembro de 2012

pessoas que me inspiram

"Guie uma criança pelo caminho que ela deve seguir e guie-se por ela de vez em quando."

Josh Billings





Li esta frase no facebook e concordo em pleno com ela. São os meus filhos e o que lhes quero transmitir que me fazem repensar tantas coisas na minha vida. A disciplina, a organização, o explorar da criatividade são conceitos que tenho aprendido também com eles e por eles. Com o mais velho, quase a entrar na adolescência, já mais crescido, amigo e companheiro isto é evidente a cada dia. Desde pequenino que me surpreende com os desenhos que faz - organizar todos os desenhos dele é também um projeto meu - ontem com folhas e lápis espalhadas pela mesa, depois do 1º dia de escola, fez mais este. Em tempos foram os barcos, agora são as batalhas. A mim dá-me muita vontade de fazer coisas também... e no que depender de mim, e mesmo sendo mais raras as surpresas em formato desenho, este bichinho criativo vai estar sempre acordado. E eu vou sair a ele :)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

mais uma sacolita*


depois de ter feito a lilás para oferecer como presentinho de aniversário a uma menina, aceitei fazer mais uma mini sacola, desta vez para alguém oferecer. e agora com mais disponibilidade (já que o ano letivo iniciou hoje) espero poder aproveitar e gerir bem este meu tempo livre, e desvendar este mundo que me encanta cada vez mais... gostava que isto me levasse a algum lado bom, gostava muito :)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

então vá lá, vamos à praia...

foi um dia bem passado. e depois de 13 anos a viver mais longe do Alentejo e perto de Lisboa, este ano experimentei as praias da Costa. experimentei uma... mas já deu para ver que mesmo não sendo igual "às minhas" da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano (limpinhas e sem barracas feias a fazer de bares), gosto mais do que as da linha de Oeiras a Cascais. estas só mesmo para olhar o mar! mas é uma zona bonita para viver, sim.


desconfio que foi a despedida dos mergulhos este ano. estamos quase a entrar na rotina escolar e futebolística (tudo ao mesmo tempo). e eu a ter mais tempo para as minhas coisas...